Web Rádio Terra

Notícias/Policial

'Caixinha do comando': entenda como grupo preso em operação do Gaeco extorquia comerciantes de Sinop (MT)

Grupo exigia pagamento dos empresários locais em troca de uma suposta proteção da facção. Alguns integrantes davam ordens de dentro do presídio.

'Caixinha do comando': entenda como grupo preso em operação do Gaeco extorquia comerciantes de Sinop (MT)
G1 MT
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Um grupo de sete suspeitos foi preso nesta terça-feira (24) envolvidos com uma organização criminosa que extorquia comerciantes de Sinop, a 503 km de Cuiabá, em troca de uma suposta proteção, o que ficou caracterizado como "caixinha do comando".

A ação foi cumprida durante a Operação Fatura Final, com apoio da Polícia Militar.

Quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, assim como três mandados de buscas na Penitenciária Central do Estado (PCE), contra investigados que, mesmo presos, continuavam atuando na facção.

A investigação aponta que o grupo promovia extorsões, práticas violentas de ameaças, mediação de conflitos privados e imposição de “sentenças” por meio do chamado Tribunal do Crime, que eram determinadas por lideranças da organização.

Como grupo atuava?

Toda a ação do grupo era para exigir dos comerciantes locais um pagamento em troca de uma suposta proteção, o que ficou conhecido como "caixinha do comando", segundo o Gaeco.

O grupo mantinha uma estrutura organizada com divisão clara de tarefas entre os membros, como gerentes, disciplinadores, executores, operadores financeiros e intermediadores de conflitos.

Os suspeitos coagiam vítimas, arbitravam disputas privadas mediante graves ameaças e determinavam punições impostas pela facção, inclusive com a participação de membros custodiados, que, mesmo presos em unidades prisionais, continuavam a dar ordens.

Durante as investigações, os policiais tiveram acesso a diversos conteúdos que demonstram a forma de atuação dos criminosos, sempre baseada em ameaças e violência contra as vítimas.

FONTE/CRÉDITOS: G1 MT
Comentários:

Veja também