Uma fila de carretas com soja mato-grossense se estende por aproximadamente 25 quilômetros no Arco Norte, que fica a caminho do Porto de Miritituba, no Pará, nesta segunda-feira (23) (assista acima).
Os caminhoneiros reclamam das questões logísticas, do tempo de espera e entidades do agro sugerem mudanças na estratégia de armazenamento dos grãos.
O g1 procurou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Ministério da Agricultura e Pecuária, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Para este ano, a previsão é de mais uma safra recorde com 353 milhões de toneladas de grãos no país.
Outro desafio além do logístico é a condição climática. O excesso de chuva em Mato Grosso também tem impactado a colheita da safra de soja 2025/2026, gerando atrasos e perdas financeiras.
Isso porque a umidade no campo dificulta o acesso das máquinas e pode causar perda de peso e qualidade do grão.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, destacou as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais durante a colheita da soja diante das chuvas fortes e, também, do atraso nas filas para escoar esses produtos.
"A produção é difícil. Nós temos problemas com o volume de chuvas, tem produtores que já estão tendo comprometimento na produção. Agora, você prepara e entrega o produto, e vê um descaso desse, para embarcar uma produção que já foi comercializada, fica difícil", afirmou.
Ele ressaltou que as condições atuais na fila de espera para a triagem dos caminhões não pode continuar desse jeito.
"Isso é um Brasil que gera riquezas, mas precisamos dar respeito às pessoas que estão trabalhando. Nossos caminhões precisam chegar até o porto. Não é possível que eles aguardem para passar pela triagem. Não podemos aceitar essas condições", disse.
Parte da solução, segundo ele, passa pelo planejamento de novos armazéns para gerar alívio durante o pico da safra.
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